Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): O que é, sintomas e tratamento


O que é TDAH?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, conhecido pela manifestação dos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Apesar desses sintomas serem comuns a maioria das crianças pequenas, a principal diferença está nos sintomas das crianças com TDAH: são inapropriados para a idade e trazem prejuízos em pelo menos dois contextos diferentes (ex.: na escola, em casa, com amigos).

O Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade tem grande prevalência na população escolar. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria estima-se que 8,4% das crianças e 2,5% dos adultos têm TDAH. Estudos apontam que até 60% das crianças com o transtorno mantêm sintomas do TDAH na vida adulta.

Sintomas do TDAH

Os primeiros sinais do TDAH são comumente percebidos já na infância durante o período escolar.
Os sintomas variam de acordo com os tipos de TDAH. Existem 3 tipos do transtorno e atualmente são classificados:

1) TDAH predominantemente desatento

  • Dificuldade em concentrar a atenção em uma única tarefa.
  • Comete erros por descuido.
  • Parece não perceber que estão a chamando/conversando com ele.
  • Dificuldades para organizar suas atividades (tarefas, trabalhos, até mesmo rotinas de casa).
  • Perde objetos e/ou esquece atividades com frequência (ex.: brinquedos, tarefas, material escolar).
  • Distrai-se com estímulos externos com facilidade.

2) TDAH predominantemente Hiperativo-Impulsivo

  • Dificuldade para permanecer parado sempre mexendo os pés/mãos.
  • Parece estar “a mil por hora”, tropeça, bate e derruba objetos.
  • Fala em excesso e interrompe conversas.
  • Tem dificuldade de esperar sua vez.
  • Responde perguntas de forma precipitada antes delas terem sido terminadas.
  • Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentado.

3) TDAH Combinado

  • Apresenta simultaneamente as características dos tipos de TDAH desatento e hiperativo-impulsivo.

Diagnóstico

Os sintomas do TDAH despertar a atenção dos pais e professores nos primeiros anos de escola e trazer prejuízos no rendimento escolar das crianças com o transtorno.
A suspeita do diagnóstico do TDAH em crianças deve ser levantada se os sintomas de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade serem inapropriados para a idade, causarem prejuízos na vida diária, durante, no mínimo, seis meses.

O diagnóstico do TDAH deve ser feito por um profissional experiente que levantará informações clinicamente relevantes dos sintomas da criança com pessoas próximas a ela (pais, cuidadores, professores), além de outras técnicas que visam auxiliar o diagnóstico.

Tratamento do TDAH

O tratamento mais eficaz para o TDAH é o tipo combinado (combinação de psicoterapia e medicamentos). Cabe pontuar que o tratamento com medicação requer avalição médica e somente este profissional pode indicar e prescrever medicamentos.

Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção a Psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH é a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). A TCC ensina técnicas de controle dos comportamentos impulsivos, concentração e relaxamento e tem sólidas evidências científicas de sua eficácia no tratamento do TDAH.

Referências:

ABREU, P. B.; GREVET, E.; MATTOS, P. O TDAH no adulto: Dificuldades diagnóstica e de tratamento. In: ROHDE, L. A. et al. Princípios e práticas em TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Porto Alegre: Artmed, 2003. cap. 15, p. 219-236.

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

BORNAS, X.; MORENO I.; SERVERA M. Hiperatividade infantil: conceitualização avaliação e tratamento. In: CABALLO, V. E.; SIMÓN, M. A (orgs). Manual de Psicologia Clínica Infantil e do Adolescente. Rio de Janeiro: SANTOS, 2005. cap. 14, p. 399-422.

ROHDE, L. A. et al. Guia para compreensão e manejo do TDAH da World Federation of ADHD. Porto Alegre: Artmed, 2019.

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